-->

SE VIVO: AFONSO DHLAKAMA COMPLETARIA 67 ANOS DE IDADE HOJE



Se estivesse ainda em vida, Afonso Dhlakama completaria  hoje 67 anos de idade hoje, data esta que coincide com a celebração das festividades do ano novo.
Afonso Macacho Marceta Dhlakama (Mangunde, Sofala, 1 de Janeiro de 1953 — Gorongosa, 3 de Maio de 2018), foi um político e militar revolucionário e líder da RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique), o principal partido político da oposição em Moçambique. Afonso Dhlakama foi ex-vice-presidente da Internacional Democrata Centrista, uma associação internacional, fundada em 1961 e sediada em Bruxelas, da qual a RENAMO é membro.
Afonso Dhlakama, histórico líder da Renamo, morreu com 65 anos. A causa da morte de Dhlakama não foi ainda divulgada oficialmente pelo partido a que presidia, sabendo-se apenas que Dhlakama terá morrido nas matas da serra da Gorongosa, na província de Sofala, em Moçambique, onde se havia refugiado em 2015 após o regresso do conflito armado (2014-2016) ao país.
Afonso Dhlakama era casado com Rosária Xavier Mbiriakwira Dhlakama e deixa sete filhos.



AFONSO DHLAKAMA COMPLETARIA 67 ANOS DE IDADE HOJE


O Presidente da República manteve na manhã de hoje, na ciddae da Beira, um encontro com o presidente do MDM, onde foram abordadas várias questões, com destaque para o recente encontro com a liderança da Renamo e apoios às vítimas do ciclone Idai.  
No final do encontro, que durou menos de 30 minutos, o Presidente da República afirmou que partilhou com o presidente do MDM os acontecimentos mais marcantes do país dos últimos dias.
"O mais importante é que tive encorajamento para continuar com o diálogo com a liderança da Renamo na busca de uma paz efectiva que possa contribuir para que as próximas eleições decorram sem sobressaltos e que depois delas os moçambicanos vivam em paz. Falamos, também, dos recursos que estamos juntamente a angariar para a reconstrução pós-Idai e indicamos quais são os caminhos que devem ser seguidos para definirmos prioridades para Beira e outras regiões da província de Sofala", explica o Presidente da República.
Por seu turno, o presidente do MDM mostrou-se satisfeito com o encontro e disse que a partir do mesmo ficou a saber da situação real em que o processo de paz se encontra.
"Foi um encontro muito interessante. O Presidente da República deixou claro os passos dados até agora neste processo de paz que preocupa todos os moçambicanos e nós encorajamos o Presidente da República para continuar com esta batalha e ele precisa de conforto de todos nós para seguir em frente", defendeu Daviz Simango.

Nyusi e Simango falam do processo da paz


O Tribunal Judicial de Kampfumo, na cidade de Maputo, condenou, a uma pena de prisão de um ano convertida em multa, Nini Satar por falsificação de passaporte. Ainda no mesmo processo, o tribunal absolveu Sahim Momad e Sidália dos Santos, funcionária da Migração.
Eram por volta das 11H20 quando iniciava a sessão que marcava o fim de um “pesadelo” que começou em Abril deste ano: a leitura da sentença do caso de falsificação do passaporte que permitiu a Nini Satar fugir do país em 2015.
A sala estava preenchida e alguns dos presentes acompanharam a leitura da sentença, como se fossem os próprios réus, em pé. Os jornalistas, estes, estavam contentes porque não teriam de encher um bloco de notas, como aconteceu nas sessões anteriores, em que os homens da informação entravam sem nenhum dos seus instrumentos.
“Meus amigos (referindo-se a jornalistas), hoje, poderão entrar com máquinas fotográficas, telefones só não devem usá-los no recinto prisional, ou seja, captem as imagens na sala”, em coro e sorridentes, os jornalistas acataram a ordem do oficial.
Na sala, o clima era tenso. Tensos e ansiosos pelo resultado da sentença, os familiares dos arguidos faziam um silêncio que chegava até a assustar. Em contraste, Nini Satar, relaxado e despreocupado, conversava com os advogados, mas a conversa não durou muito tempo e o juiz da causa, Eusébio Lucas, entrava na sala. O silêncio foi absoluto. “Bom dia senhoras e senhores. Podem se sentar” ordenou o juiz. “Sem levarmos mais tempo, vamos à leitura da sentença”, disse o juiz.
O juiz da 4ª secção do Tribunal Judicial do distrito Kampfumo, na cidade de Maputo, começou por resumir os crimes que pesam sobre os arguidos. E foi depois de expor todos os elementos provados e não provados decidiu condenar Nini Satar a uma pena de um ano.
“O colectivo de juízes da 4ª secção do Tribunal Judicial do distrito municipal Kampfumo, unanimemente e obediência à constituição da República e das leis decide: condenar Momad Assif Abdul Satar, mais conhecido por Nini Satar a uma pena de um ano de prisão substituíveis em multa a uma taxa diária de 10% do salário mínimo em vigor na função pública e 800 meticais de imposto de justiça”, sentenciou Eusébio Lucas, o juiz da causa.
Depois de condenar Nini Satar, o colectivo de juízes presidido por Eusébio Lucas decidiu absolver Sidália dos Santos que, a altura dos factos, era funcionária da Migração e Sahim Momade, sobrinho de Satar, que terá facultado os seus dados para a falsificação do passaporte, por insuficiência de provas.
“O mesmo colectivo de juízes decide absolver Sahim Momade Aslam e Sidália dos Santos da instância, mandando-os em paz e liberdade definitiva com os fundamentos acima esgrimidos. Emitam mandado de soltura definitiva do réu Sahim Aslam e Sidália dos Santos”, ordenou Eusébio Lucas.
Lida a sentença a seu favor, Sidália dos Santos não conseguiu conter as lágrimas e não era para menos: ela ficou detida de Agosto a esta parte. Segundo apurou o tribunal, a arguida conhecia todas as fases da produção do passaporte, excepto o da actualização da fotografia onde presume-se que tenha sido a fase na qual houve troca da foto de Sahim pela de Nini. Aliás, para poder aceder a esta fase, ela pediu ajuda aos outros colegas, nomeadamente Aldo da Costo e Gabriel Zacarias a quem o Ministério Público não moveu nenhum processo.  
Nini Satar, falando à imprensa, mostrou-se confortável com a decisão, mas não deixou de criticar, duramente, o Ministério Público, acusando-o de estar a perseguir pessoas inocentes, ou seja, Sidália dos Santos e seu sobrinho Sahim Aslam.  
“Desde a instrução preparatória desse processo, eu provei aos procuradores que estavam a investigar-me e provei mesmo que há pessoas inocentes nesse processo, mas o Ministério Público, como gosta de perseguir pessoas, perseguiu até deter as pessoas e levar ao julgamento”, atacou Nini Satar, acrescentando que depois dessa sentença o Ministério Público vai aprender muito a não acusar pessoas inocentes, “se a imagem do Ministério Público estava chamuscada então eles devem perseguir os verdadeiros responsáveis e não procurar pessoas inocentes”, rematou.
 
Damião Cumbane, um dos advogados de Nini Satar, disse que a sentença foi didática e mostrou-se duvidoso se vai ou não recorrer da decisão.
“Confesso que, tendo em atenção todo o espetáculo que foi montado a volta deste processo, não encontro motivos para ainda ter de recorrer da decisão, mas de qualquer das formas ainda terei tempo para conversar com o meu constituinte”, declarou Damião Cumbane, um dos advogados de Nini Satar.  
Assim, Nini Satar vai cumprir os restantes sete anos da pena que lhe foi aplicada no caso Carlos Cardoso por ter violado, em 2015, a liberdade condicional que lhe havia sido concedida pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

Tribunal Judicial de Kampfumo condenou Nini Satar por falsificação de passaporte a pena de prisão de um ano convertida em multa


O ministro sul-africano da Justiça e de Serviços Correcionais, Michael Masutha, decidiu extraditar o antigo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, para o seu país natal.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 21, pelo porta-voz do governante.
Masutha disse acreditar que com esta decisão “a justiça será bem servida” e acrescentou ter analisado também o pedido da justiça americana.
Manuel Chang foi detido na África do Sul em final de Dezembro de 2018, a pedido da justiça americana, apontado como sendo o principal responsável pelo caso das chamadas “dívidas ocultas”, que, com a ajuda de banqueiros e empresários estrangeiros, e agentes moçambicanos, lesaram o Estado moçambicano em cerca de dois mil milhões de dólares.
Outros desenvolvimentos
Ontem, 20 de Maio, a ex-banqueira do Credit Suisse Detelina Subeva declarou-se culpada da acusação feita pela justiça americana de ter participado no conhecido caso "dívidas ocultas", um esquema de suborno que envolveu o empréstimo de dois mil milhões de dólares de a empresas estatais de Moçambique.
Subeva, cidadã búlgara de 37 anos, confessou ter recebido, em 2013, uma transferência de 200 mil dólares do seu chefe Andrew Pearse, provenientes da Privinvest, uma empresa de Abu Dhabi, que seria fornecedora de equipamento naval para os projectos moçambicanos.assumiu a responsailidade, escreve a Reuters, citando a audiência que decorreu na segunda-feira, 20, no Tribunal Distrital de Brooklyn, em Nova Iorque.
Nas declarações feitas ao juiz do caso William Kuntz, Subeva afirmou que aceitou o montante “sabendo que era de actividade ilegal”.
Mais dois antigos directores do Credit Suisse, em liberdade em Londres sob fiança, são também acusados pela procuradoria de Nova Iorque, bem como o empresário libanês e representante da empresa Privinvest, com sede em Abu Dabhi, Jean Boustani, que se encontra detido nos Estados Unidos.
A justiça americana pediu também a prisão de dois moçambicanos, entretando detidos pela Procuradoria Geral da República de Moçambique, que num processo por ela movido, prendeu oito pessoas, entre elas o filho do antigo Presidente Armando Guebuza.

ÚLTIMA HORA: Ministro sul-africano extradita Manuel Chang para Moçambique

MINISTRO SUL-AFRICANO PROMETE DECIDIR EXTRADIÇAO MANUEL CHANG ATÉ 25 DE MAIO




O ministro sul-africano da Justiça e de Serviços Correcionais, Michael Masutha, promete decidir sobre a extradição do antigo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, até ao dia 25.


Apesar de deixar o Ministério no dia 25, quando toma posse o novo Governo saído das eleições gerais de quarta-feira(08.05), Masutha lembra falta duas semanas.

“Se não finalizar o assunto antes de deixar o cargo, então vai depender de outro ministro e quem será esse ministro para fazer isso”, sublinhou o responsável pela pasta da Justiça e Serviços Correcionais.

O antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, foi detido na África do Sul em final de Dezembro de 2018, a pedido da justiça americana, e aguarda a extradição para Estados Unidos ou para Moçambique, de acordo com a decisão do juiz do tribunal distrital de Kempton Park.

Entretanto, a ministra moçambicana da Juventude e Desportos e membro da Comissão Política da Frelimo, Nyeleti Mondlane, que se encontra na África do Sul em missão partidária para observação das eleições, disse que para o caso de extradição de Manuel Chang o único lobby que pode fazer junto de dirigentes sul-africanos é que se respeite a justiça.

Chang é apontado como sendo o principal responsável pelo caso das chamadas “dívidas ocultas”, que, com a ajuda de banqueiros e empresários estrangeiros, e agentes moçambicanos, lesaram o Estado moçambicano em cerca de dois mil milhões de dólares.

SÉRA MANUEL CHANG EXTRADITADO PARA OS ESTADOS UNIDOS?


A Vodacom, cujos serviços de telecomunicações móveis em Moçambique estão cada vez piores, lançou nesta quinta-feira (27) o serviço de 4ª Geração (4G). Na verdade é um falso serviço pois nenhuma operadora de telefonia móvel no nosso país tem ainda acesso ao espectro de frequências radioeléctricas nas faixas de 800, 1800 e 2600 MegaHertz cujo leilão está a ser preparado pelo Governo e o preço base de licitação será a partir de 15 e 30 milhões de dólares.
Fazer uma ligação telefónica ou simplesmente navegar na internet é cada vez mais um calvário para os clientes dos serviços 2ª Geração (2G) e 3ª Geração (3G) da rede 84 e 85, só esta semana o @Verdade presenciou o não fornecimento de serviços de dados durante pelo menos 3 horas na noite de terça-feira (25) sem que a operadora se dignasse a informar que problemas enfrentou ou sequer a desculpar-se.
Ignorando o cada vez pior serviço que presta a empresa que dirige Salimo Abdula, o Presidente do Conselho de Administração, anunciou em conferencia de imprensa: “Hoje estamos a presenciar um momento histórico no sector das telecomunicações no nosso país e em particular para os usuários da nossa rede Vodacom, com o lançamento do serviço 4G de comunicação no país”.
“Com esta tecnologia estamos a dar um importante passo para a melhoria dos serviços de dados, permitindo-nos uma experiencia de navegação de internet mais rápida, acesso, partilha e visualizações de vídeos em tempo real. O 4G veio para melhorar e aperfeiçoar a tecnologia que temos estado a usar a 3G”, explicou.
egundo Abdula a rede 4G da Vodacom “está disponível nas cidades de Maputo, Matola, Beira, uma parte do distrito de Dondo e na cidade de Nampula. Colocamos algumas antenas em locais estratégicos e tudo será feito para que o mais breve possível esta tecnologia esteja disponível em todo o país”.
“O nosso objectivo é que todos tenham acesso a esta tecnologia, tendo o dispositivo correcto em mãos para aceder ao 4G os usuários precisam apenas de se deslocar a uma loja Vodacom para proceder a troca gratuita do actual cartão até ao final de Dezembro”, disse o PCA da operadora 84 e 85 que projectou em 400 mil o mercado de clientes potenciais para o serviço que requer um telemóvel habilitado a navegar no novo serviço de telefonia móvel.
Porém o @Verdade apurou que o serviço que a operadora de telefonia móvel líder no mercado moçambicano está a lançar não é efectivamente de 4G pois para o poder disponibilizar necessita de espectro de frequências radioeléctricas na faixa de 800, 1800 ou 2600 MegaHertz que o Governo ainda está a leiloar.
Moçambique vai leiloar espectro de 800 MHz, 1800 MHz e 2,6 GHz por 15 a 30 milhões de dólares
Um especialista em telecomunicações ouvido pelo @Verdade esclareceu que para serviços de 4G é necessário espectro de 800 MHz, que permite aos operadores de telefonia móvel não só uma maior largura de banda como ainda um menor número de antenas para cobrir mais território.
A fonte acrescentou que a infra-estrutura necessária para a cobertura da banda larga móvel utilizando a faixa dos 800 MHz será cerca de 70 por cento mais barata do que utilizando as radiofrequências actualmente usadas nos serviços de 3G (UMTS).
Questionado pelo @Verdade sobre este facto Salimo Abdula repassou a questão para um dos membros da direcção executiva da operadora que admitiu que efectivamente o serviço agora lançado não é de 4ª Geração.
“A Vodacom fez uma reengenharia do seu espectro para poder acomodar o 4G com uso da frequência que já tinha sido atribuída antes mas para outras tecnologias” tentou justificar Mauro ressalvando que “a Vodacom vai esperar pelo leilão do espectro porque o que temos não é suficiente para aquilo que é a demanda hoje em dia da rede de dados”.
O moçambicano expert em telecomunicações esclareceu ao @Verdade que parte dos problemas que os clientes da Vodacom em Moçambique têm enfrentado deve-se justamente a essa “reengenharia do seu espectro para poder acomodar o 4G”, que passa por limitar o tráfego no espectro das frequências radioeléctricas que a operadora actualmente tem e usa para os seus mais de cinco milhões de clientes dos serviços de 2G e 3G.
Em Julho último Américo Muchanga, director-geral do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), declarou ao @Verdade que o leilão de espectro de frequências radioeléctricas necessárias para o serviço de 4ª Geração, e não só, deveria acontecer em 2 a 3 meses.
O @Verdade apurou que em finais de Março o Conselho de Ministros, através da Resolução 12/2018, autorizou o “Leilão de Direitos de Utilização de Frequências Radioeléctricas, para a prestação de serviços de Telecomunicações de uso público nas faixas de 800 MHz, 1800 MHz e 2,6 GHz”, que inclui o espectro que será usado para os serviços de telefonia móvel de 4ª Geração.
Boletim da República I Serie  - Numero 169, de 28 de Agosto
Entretanto, a 15 de Junho, os ministérios da Economia e Finanças e dos Transportes e Comunicações fixaram, num Despacho conjunto, os preços base de licitação. Para as faixas de 800 MHz o preço base de licitação para cada um dos cinco lotes de largura de banda é de 15 milhões de dólares norte-americanos, preço similar para os lotes nas faixas de 2,6 GHz. Cada um dos cinco lotes da largura de banda na faixa de 1800 MHz vai ser licitado pelo preço base de 30 milhões de dólares.
Boletim da República I Serie  - Numero 169, de 28 de Agosto
O @Verdade contactou o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique para saber qual o estágio dos leilões mais até ao fecho da edição nenhuma resposta foi obtida.
Boletim da República I Serie  - Numero 169, de 28 de Agosto
O @Verdade sabe que a Moçambique Celular, no âmbito da fusão com as Telecomunicações de Moçambique, está a preparar-se para também realizar uma reengenharia do seu espectro e poder disponibilizar os serviços d 4G assim que se relançar no mercado.


Vodacom lança “falso” serviço de 4G em Moçambique


No terceiro dia da campanha eleitoral na cidade de Tete, a Renamo veio denunciar casos de agressões contra seus membros, algo alegadamente protagonizado por militantes da Frelimo. Ao todo, o partido diz que são quatro os seus militantes que foram vítimas desde o início da campanha eleitoral no dia 25 deste mês. Entre as vítimas, consta um militante da Renamo de pouco mais de 40 anos, identificado por Aly Momad que está internado no Hospital Provincial de Tete com ferimentos na coxa esquerda após ter sido baleado em frente à 5ª Esquadra da PRM na cidade de Tete. Durante a entrevista à nossa equipa de reportagem, a vítima revelou que foi baleada  pelo primeiro-secretário da Frelimo do bairro Mpádue, quando saía da unidade policial onde acabava de denunciar vandalização do material da Renamo pelos membros da Frelimo. “Encontramos o primeiro-secretário da Frelimo do bairro Mpádue a colar seus panfletos sobre os da Renamo. E eu juntamente com meus colegas fomos à polícia mas quando estávamos a sair, o mesmo membro da Frelimo tentou agredir com socos. Mas quando ele notou que eu estava a fugir disparou dois tiros tendo um atingido a minha coxa”, referiu Aly. Apesar dos ferimentos, a vítima encontra-se fora do perigo segundo revelou o director Clínico do Hospital Provincial de Tete,  Mauro Monteiro.
O baleamento de Aly aconteceu horas depois de outros três membros da Renamo terem denunciado, durante uma conferência de imprensa, na manhã desta quinta-feira, agressão também supostamente protagonizada por jovens da Frelimo. “Encontramos um grupo de jovens  quando queriam colocar panfletos do seu partido sobre os nossos na nossa delegação da cidade de Tete, e quando impedimos eles começaram a agredir a mim e meu colega”, disse um dos guardas da delegação da Renamo na cidade de Tete.
Por sua vez, a chefe-adjunta da brigada central da Frelimo para assistência à província de Tete, Ana Rita Sithole, negou todas acusações da Renamo e disse que os militantes do partido no poder foram alertados a pautarem pelo civismo neste processo. Quanto ao terceiro dia de campanha, os partidos da oposição na cidade de Tete privilegiaram mais contacto  interpessoal enquanto que a Frelimo pautou por encontros com seus militantes como estratégia de sensibilização.

Membro da Renamo baleado e outros três agredidos em Tete


Uma pessoa, por sinal membro da Renamo, morreu electrocutada, quando pretendia fixar panfletos propagandísticos num dos postes de transporte de energia eléctrica no bairro 12 de Outubro, na vila autárquica de Milange, província da Zambézia.
A vítima, cuja identidade não foi revelada, integrava, ontem, caravanas de membros e simpatizantes da Renamo, no âmbito do primeiro dia de “caça ao voto”, rumo à eleição autárquica de 10 de Outubro próximo.
Segundo jornal Noticias, a informação foi prestada hoje à AIM pelo comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Milange, Fernando António.
A Polícia naquela autarquia apela, ainda, aos protagonistas eleitorais para a observância da lei, no que tange à fixação de dísticos, evitando situações conflituosas.
“Exortamos, igualmente, os munícipes, partidos políticos e não só, para que façam da campanha eleitoral um verdadeiro momento de festa”, referiu.

Membro Da Renamo Morre Electrocutado Em Campanha Na Província Da Zambézia